Usina Fotovoltaica do Programa P&D começa a ser instalada em Parque Eólico

Testar a eficiência e o comportamento das usinas fotovoltaicas com os efeitos do sombreamento de um parque eólico é o mais novo objeto de estudo da Aliança Energia no Programa de P&D Aneel 1704, em parceria com a Alsol Energias Renováveis.

Batizada de “Flor de Mandacaru” a usina fotovoltaica (UFV) começa a ser instalada no Complexo Eólico Santo Inácio, em Icapuí/CE, e faz parte do projeto Binários eólico-solar e hídrico-solar, objeto de estudo previsto no Programa.

A fase 1 em implantação tem capacidade instalada de 1 MWp e será composta por mais de 3 mil módulos fotovoltaicos de 325 Wp cada. Seu arranjo permitirá avaliar possíveis impactos do sombreamento na geração de energia, que afeta diretamente o potencial de geração de híbridos eólicos-fotovoltaicos no Brasil. Após implantado, o projeto será conectado ao mesmo transformador da Subestação da EOL Santo Inácio para avaliação da complementariedade de geração entre as duas fontes.

“Reutilizamos a área do antigo canteiro de obras do parque eólico para a instalação da UFV Flor de Mandacaru, resultando em menor impacto na região”, comenta Patrícia Xavier, engenheira eletricista que coordena o Projeto junto da Alsol. E acrescenta: “a previsão é de que a instalação da fase 1 seja concluída até abril/20”.

Usina Fotovoltaica do Programa P&D começa a ser instalada em Parque Eólico - Aliança Energia

Além das obras civis, outra parte importante do P&D da Aliança é o curso de formação de instaladores fotovoltaicos, que já está acontecendo com a participação de 24 moradores locais, como comenta o coordenador de usinas eólicas, Christian Maciel:

“O INTERESSE DA COMUNIDADE PELOS CURSOS DE CAPACITAÇÃO OFERTADOS AQUI NA REGIÃO EM FUNÇÃO DO PROGRAMA SÃO, SEM DÚVIDA, UM PONTO A SE DESTACAR. A ADESÃO, SOBRETUDO DE MULHERES, SUPEROU NOSSAS EXPECTATIVAS E TEM SURTIDO EFEITO MUITO POSITIVO SOBRE O PROJETO”

O Programa de Pesquisa e Desenvolvimento tem por objetivo buscar oportunidades de projetos capazes de ampliar o conhecimento sobre novas tecnologias e diversificação da geração de energia elétrica, contribuindo tanto para otimização do portfólio da empresa quanto para a matriz energética do país.

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