Ao longo da piracema, que ocorreu entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, os Sistemas de Transposição de Peixes (STP`s) foi mantido em operação nas usinas hidrelétricas da Aliança, demonstrando atuação responsável em relação às questões socioambientais e garantindo que as espécies migratórias tivessem rotas livres para alcançar áreas adequadas à reprodução.
Esse mecanismo é fundamental para a conectividade ecológica, permitindo que os peixes superem as barreiras impostas pelas barragens e completem seu ciclo reprodutivo. De forma geral, durante a piracema, os peixes migram rio acima em busca de áreas propícias para reprodução, e o STP atua permitindo a continuidade da migração e garantindo o equilíbrio e a continuidade das espécies nas bacias onde a Aliança atua.
Conheça como funciona o Sistema de Transposição de Peixes em cada uma das unidades:
UHE Risoleta Neves | MG
O STP da UHE Risoleta Neves é composto por diferentes etapas que priorizam a segurança e o bem-estar dos peixes. Inicialmente, uma escada de peixes utiliza o fluxo de água para atrair os indivíduos. Em seguida, eles são conduzidos a um elevador, onde são suspensos para o monitoramento. Depois disso, os peixes são colocados em caminhões com tanques especiais (transfish) e transportados até o reservatório.
Durante esse processo, é realizada uma triagem na qual são coletadas informações como peso, tamanho e espécie, além de efetuar marcações que permitem acompanhar o comportamento migratório. Após todas essas etapas, os peixes são devolvidos ao ambiente, onde podem seguir seu ciclo reprodutivo. No ciclo de 2025/2026, esse sistema registrou a movimentação de peixes de 23 espécies, totalizando 1.526,30 kg, demonstrando sua importância para a conservação.



UHE Funil | MG
O funcionamento do STP da UHE Funil é baseado em um sistema de elevador que realiza o transporte dos peixes de forma mecânica. Os peixes são atraídos por uma queda d’água artificial e entram no sistema, onde são direcionados por grades até uma caçamba. Essa caçamba é então içada por um elevador até uma calha superior, onde os peixes são monitorados e liberados no reservatório, permitindo que continuem sua migração para áreas importantes como rios, lagoas e várzeas.
Esse sistema está em operação desde 2004 e já possibilitou a transposição de mais de 350 mil quilos de peixes. Quando o nível natural da água não é ideal para a entrada dos peixes, a transposição é feita manualmente com a utilização de caixas especiais (transfish), garantindo a continuidade do processo de migração. Em 2025, o sistema passou por modernizações que aumentaram sua segurança, e o ciclo 2025/2026 foi concluído sem incidentes ambientais. Na piracema 2025/2026 foram transpostos mais de 5700kg de peixes, superando 6000 peixes marcados para o monitoramento.




UHE Aimorés
A UHE Aimorés conta com um STP do tipo escada, que funciona de forma mais natural e contínua. Nesse sistema, os peixes sobem espontaneamente, pois a estrutura imita o fluxo do rio, dispensando o uso de transporte mecânico. Desde 2006, esse modelo vem sendo monitorado, registrando mais de 53 mil peixes de 66 espécies, o que demonstra sua eficácia e diversidade de uso.
No período da piracema de 2025/2026, foram registrados mais de 2 mil indivíduos de 15 espécies. O monitoramento é realizado por meio de capturas com tarrafa, observação visual e rebaixamento do sistema para garantir a contagem completa dos peixes. Enquanto na piracema o acompanhamento é mais intenso, fora desse período ele ocorre de forma trimestral.




A Aliança acredita que o monitoramento contínuo e as melhorias implementadas refletem o engajamento com práticas sustentáveis e a preservação dos ecossistemas aquáticos, assegurando a migração dos peixes, a reprodução das espécies e a manutenção da biodiversidade dos rios.
