No mês de maio, a Aliança Energia participou de uma agenda estratégica promovida pela Abrage – Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica, que reuniu agentes centrais do setor elétrico para tratar de um tema cada vez mais crítico: a comunicação na operação de reservatórios de hidrelétricas. Os colaboradores Pâmera Mattos, da Comunicação, e Carlos Dario, da área de O&M, representaram a empresa no evento, garantindo a presença integrada entre as dimensões técnica e institucional do tema.
O encontro foi estruturado como um espaço de alinhamento técnico e institucional, com participação de representantes da ANEEL, ANA e ONS, além de empresas associadas, e combinou diferentes frentes: lançamento de diretrizes setoriais, debates com a imprensa, apresentações institucionais e compartilhamento de experiências práticas entre os agentes de geração.
Nesse contexto, foi realizado o lançamento do Guia para elaboração do Plano de Comunicação Operacional de Reservatórios de Hidrelétricas (PCORH), um dos marcos da agenda, mas não seu único eixo. O guia consolida diretrizes importantes para o setor, porém é resultado de um movimento mais amplo de coordenação e amadurecimento coletivo sobre o tema.
A atuação da Aliança Energia nesse processo se deu de forma concreta. Além da participação na agenda e nas discussões com diferentes agentes, a empresa contribuiu para a construção do guia, reforçando seu papel em um tema que conecta operação, segurança, gestão de risco e reputação.



De acordo com Carlos Miranda, “o lançamento do Plano de Comunicação da Operação dos Reservatórios de Hidrelétricas pela Abrage reflete essa urgência no cenário atual brasileiro. É muito importante essa interação entre os agentes. No evento, tivemos contato com diferentes perspectivas sobre o mesmo tema, o que amplia nosso entendimento sobre o assunto. Na gestão de crises, uma comunicação clara salva vidas tanto quanto uma boa engenharia”.
Ao longo dos dois dias, a agenda deixou claro que a comunicação da operação de reservatórios evoluiu de uma prática de suporte para um componente estruturante da gestão do setor. As discussões trouxeram três direcionadores principais, que passam a orientar o nível de exigência esperado:
- Maior transparência na relação com sociedade e autoridades
- Agilidade na resposta a situações operacionais críticas
- Alinhamento entre agentes para evitar ruído e inconsistência de informação
As contribuições de órgãos reguladores e operadores do sistema reforçaram esse cenário, trazendo uma leitura convergente sobre a necessidade de integração entre áreas técnicas e comunicação, especialmente em contextos de crise.
O segundo dia aprofundou essa perspectiva por meio da apresentação de estudos de caso de empresas do setor, evidenciando como diferentes abordagens têm sido aplicadas na prática e quais são os desafios reais de implementação.
Para a Aliança Energia, essa agenda eleva o patamar de referência. O movimento observado, materializado no guia e nas discussões, amplia o nível de exigência sobre como a empresa estrutura sua comunicação em temas operacionais.
Na prática, isso se traduz em três frentes de evolução claras para a companhia:
- Integração mais consistente entre operação e comunicação
- Definição de protocolos mais robustos para cenários críticos
- Fortalecimento do relacionamento com comunidades, imprensa e autoridades
Mais do que apenas um evento, tratou-se de um espaço de alinhamento que sinaliza os rumos do setor, que exige uma atuação proporcional das empresas, tendo vistas para onde o setor se direciona, e que exige atuação proporcional das empresas. A participação da Aliança Energia nesse contexto não é apenas institucional, mas parte da construção desse avanço.
A agenda foi encerrada com uma visita à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), realizada a convite de Joaquim Gondim, superintendente de Operações e Eventos Críticos da Agência, ampliando ainda mais o nível técnico do encontro. Na ocasião, os representantes da Aliança Energia tiveram acesso a Sala de Situação da ANA (“Sala de Crise”), referência nacional no monitoramento hidrológico e na gestão de eventos críticos. A experiência aprofundou a compreensão da empresa sobre práticas integradas de comunicação em cenários de crise, conectando, na prática, operação, informação e tomada de decisão em tempo real.
O guia na íntegra está disponível em:
https://www.abrage.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Guia-PCORH.pdf