Produtores rurais do entorno da UFV Sol do Cerrado participam de intercâmbio técnico sobre piscicultura em Minas Gerais

Capa visita produtores

Entre os dias 8 e 10 de setembro, produtores rurais das comunidades de Lajeado Alto, Lajeado do Meio e Lajeado do Cruzamento, vizinhas à UFV Sol do Cerrado, em Jaíba (MG), participaram de um intercâmbio técnico sobre piscicultura em Morada Nova de Minas (MG). A atividade teve como foco a cadeia produtiva da tilápia e contou com o acompanhamento do prestador de serviço na área de Relacionamento com Comunidades da Aliança Energia, Guilherme Henrique Silva, em parceria com o SEBRAE, representado pelo analista João Paulo Pereira Cordeiro.

Dez produtores contemplados pelo projeto Sisteminha participaram do intercâmbio. Nas três comunidades, já foram implantadas 30 unidades da metodologia, que integra diferentes atividades produtivas e busca contribuir para a geração de renda e o aproveitamento sustentável dos recursos disponíveis nas propriedades.

Durante a programação, os participantes conheceram diferentes etapas da cadeia produtiva da tilápia, desde a criação de alevinos até o processamento e a comercialização do pescado.

O primeiro local visitado foi a Multi Fish, empresa especializada na produção de alevinos. O sócio-proprietário, Marco Tulio Diniz Peixoto, médico-veterinário, apresentou os procedimentos e cuidados relacionados à fase inicial da criação. Os participantes também conheceram formas de integração da piscicultura com a produção de hortaliças e a criação de galinhas poedeiras, dentro de uma lógica de aproveitamento dos recursos disponíveis na propriedade.

Na etapa seguinte, o grupo visitou a Cardume Brasil, onde conheceu a experiência do proprietário, Elói Pereira Rodrigues, na fase de engorda dos peixes. A visita também abordou aspectos de gestão das propriedades, como registro de informações, acompanhamento de indicadores, controle de custos, capital de giro e reinvestimento dos resultados.

O roteiro foi concluído na Coopeixe, cooperativa em funcionamento desde 2016, que contou com o apoio da CODEVASF na implantação de sua estrutura. Atualmente, a unidade tem capacidade para processar cerca de oito toneladas de peixe por dia. Durante a visita, o presidente da cooperativa, Nilton Roberto Oliveira Melo, apresentou as etapas de abate e comercialização. Segundo ele, aproximadamente 32% do pescado é destinado à produção de filés, enquanto os demais subprodutos seguem para a indústria de ração.

Para João Paulo Pereira Cordeiro, do SEBRAE, o intercâmbio possibilitou aos produtores conhecer práticas adotadas em um dos principais polos de produção de tilápia do país.

“A partir dessa atividade, conseguimos identificar possibilidades de atendimento ao grupo nas áreas de gestão das propriedades, finanças, criação de marca e acesso a mercados.”

O acompanhamento dos produtores está previsto nos encaminhamentos para 2026, além de uma trilha de capacitação planejada para 2027.

A atividade também permitiu que os participantes conhecessem experiências de outros produtores e organizações ligadas à piscicultura. Para Guilherme Henrique Silva, o contato com essas experiências contribui para ampliar as possibilidades de uso do Sisteminha como alternativa de geração de renda nas comunidades.

“Ao proporcionar esse contato com diferentes experiências, ampliamos as referências dos produtores e as possibilidades de utilização do Sisteminha como uma alternativa de geração de renda nas comunidades.”

Presidente da Associação da Comunidade Lajeado do Cruzamento, Otoniel Miguel participou da viagem e destacou que o contato com outros produtores trouxe novas referências para a atividade nas propriedades.

“A viagem foi muito importante porque pudemos conhecer outras experiências e ver na prática como outros produtores trabalham. Voltamos com novas ideias e referências que podem ser aplicadas nas nossas propriedades.”

A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), com destaque para o ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável, o ODS 4 – Educação de Qualidade e o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico.

A ação integra as iniciativas da Aliança Energia voltadas às comunidades do entorno da UFV Sol do Cerrado, com uma frente de capacitação e outra de apoio às atividades produtivas locais.

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